Quinta da Maúnça pode vir a ter «outras funções»

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Que futuro para o Espaço Educativo e Florestal – Quinta da Maúnça?
«Para pensarmos qual é a finalidade mais adequada que nós acharmos para a Guarda precisamos de a ter na nossa posse», responde o presidente da Câmara, Álvaro Amaro, recordando que «estamos – espero eu – a finalizar a operação de a registar em nome da Câmara Municipal, porque é sabido que há um processo que está em análise».
O processo a que o autarca se refere, recorde-se, é a dissolução da sociedade Imoguarda, constituída em 1989 pela autarquia e pela SINPAR (uma holding da União Geral de Trabalhadores) para adquirir e administrar a Quinta da Maúnça, localizada na Arrifana, às portas da cidade (ler texto nesta página).
«Eu não quero falar sobre esse assunto, já falei o que tinha a falar», diz a propósito Álvaro Amaro, sublinhando que «a verdade é que até hoje ainda não foi possível proceder a esse registo».
«Diz-se-à: mas enquanto está e não está vale a pena ir pensando? Eu respondo não, enquanto está e não está vale a pena é ir fazendo aquilo que se tem vindo a fazer», defende, adiantando contudo que «queremos pensar em outras funções». «A Quinta da Maúnça pode ter outras potencialidades que nós devemos desenvolver», considera.
E revela já ter tido «várias sugestões, até de arren-damentos, de outras ocupa-ções».
Para já, «o que tem acontecido é continuá-lo como um espaço educativo e florestal, com actividades que se desenvolvem em vários temas, várias acções». De acordo com os números que «foi possível recolher, e que são interessantes, mais de 3 mil alunos frequentaram a Quinta da Maúnça, foram proporcionados mais de 30 estágios a alunos do curso de Técnico Superior de Educação do Instituto Politécnico da Guarda e a formandos do Instituto de Emprego e Formação Profissional», no presente ano lectivo, «e estão propostas mais actividades», revela Álvaro Amaro.
«Já estão inscritas até ao momento mais de 2700 crianças, é expectável que haja outras solicitações, de maneira que nós não somos insensíveis a isto e, como eu já referi, enquanto não houver outras finalidades além destas para a Quinta da Maúnça, pelas razões que já expliquei, naturalmente que eu não quero que se deixem de desenvolver tão bem quanto possível estas actividades educativas», destaca.
Confessa que, «aqui e ali sempre me dizem que era preciso mais pessoas a trabalhar na Quinta da Maúnça», concretizando que «neste momento estão dois técnicos, uma técnica superior e uma assistente técnica». E garante «se há carência de técnicos ou carência de pessoas para desenvolver estas actividades, repito, como elas já são importantes nós nunca deixaremos de as fazer nem que para isso eu tenha que contratar alguém ou afectar alguns recursos humanos» para aquele espaço.
«Mas eu não escondo que eu gostaria de pensar d’alto também. Eu não tenho aqui a verdade, não tenho aqui a solução mágica, e temos humildade em reconhecer isso, mas há uma coisa que eu sei, de facto uma área de uma quinta tão bonita às portas da cidade acho que é imperioso que nós a possamos rentabilizar ainda mais. Isso é muito claro para mim», afirma Álvaro Amaro.
Sublinhando que «ainda não demos outro avanço» devido às razões «históricas e legais» que referiu, o autarca conclui que «tentamos fazer com os recursos humanos que temos disponíveis e com o trabalho que vamos desenvolvendo, apesar de tudo, manter a quinta viva, que é isso que nos importa com este sector educativo».
GM

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