Radioterapia para servir a região será instalada em Viseu

O governo escolheu o hospital de Viseu para instalar o serviço de Radioterapia que vai servir os distritos da Guarda, Castelo Branco e Viseu. A decisão foi anunciada na semana passada pelo ministro da Saúde na Assembleia da República. O Fundão também reivindicava esta valência por entender que poderia ser englogada na reclamada Unidade de Medicina Nuclear. A Guarda nunca assumiu uma postura reivindicativa, argumentando ser «uma decisão política».

ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou na semana passada no Parlamento que o serviço da Radioterapia para servir a região será criado em Viseu. «É verdade que temos tomada a decisão política que vai no sentido de instalar a Radioterapia no Centro Hospitalar Tondela/Viseu», disse o governante em resposta à questão apresentada pela deputada do PSD Isaura Pedro durante o debate na especialidade do Orçamento de Estado para 2017.
Recorde-se que o governo tinha anunciado no início deste ano que estava a estudar onde é que iria ficar instalado o serviço de Radioterapia para servir os distritos da Guarda, Castelo Branco e de Viseu. O anúncio fez logo mobilizar um grupo de cidadãos de Viseu para exigir que a cidade fosse a escolhida. Foi elaborada uma petição pública solicitando que ao Ministério da Saúde «a instalação urgente da unidade de Radioterapia no Centro Hospital Tondela Viseu, serviço necessário e imprescindível para dar resposta às necessidades dos doentes, com a qualidade necessária e conforme se exige a uma Unidade com a classificação e a diferenciação técnica do Centro Hospitalar Tondela Viseu».
Depois do anúncio do governo, o município do Fundão, que reclama há anos a instalação de um serviço de Medicina Nuclear, veio reiterar essa pretensão aproveitando que a Radioterapia poderia ficar englobada naquela nova valência.
A Guarda nunca assumiu uma posição reivindicativa para acolher esta valência. O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda defendeu em Março que a instalação do serviço de Radioterapia para servir os distritos de Castelo Branco, Viseu e Guarda era «uma decisão política». «A capacidade de decisão vai para além da nossa intervenção», justificou o presidente do Conselho de Administração, Carlos Rodrigues. Na altura, o director clínico, Gil Barreiros acrescentou sobre o assunto que em termos de recursos humanos nenhuma das unidades de saúde onde pode ser instalado o serviço se evidencia, uma vez que há uma manifesta falta de especialistas nesta área. «Os próprios serviços centrais se debatem com a falta de recursos. Não há assim tantos médicos», argumentou. Gil Barreiros argumentou no entanto que «não se pode esquecer o facto da ULS da Guarda ser das unidades de saúde que serve mais população e onde há população há doença e por isso deve haver mais serviços de saúde», sublinhou.

Autarca de Viseu já sabia da decisão do governo
O anúncio do ministro na semana passada no Parlamento suscitou de imediato uma reacção imediata do presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, nas redes sociais. O autarca escreveu que o anúncio sobre a instalação da Radioterapia confirma que já conhecia esta intenção do governo «no quadro das conversações» que tem mantido com o ministro da Saúde. «O município está disponível para participar de uma parceria que permita viabilizar, no mais curto espaço de tempo, este importante serviço de saúde», destacou o autarca. O presidente da Câmara de Viseu defende que a criação desta unidade de Radioterapia «melhorará a qualidade de vida e dos cuidados de saúde de centenas de doentes oncológicos por ano da nossa região».

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