Reflexões sobre a Guerra na Ucrânia

Um encontro com uma ucraniana no aeroporto de Varsóvia em 2008 deu-me a certeza de que os ucranianos são bem aceites em Portugal, contudo, há cerca de dois anos tentava-se esconder uma morte no aeroporto de Lisboa, que só mais tarde uma “investigação à morte do imigrante ucraniano que estava à guarda do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa concluiu que foram as agressões violentas dos três inspetores desta polícia, que provocaram a morte de Ihor Homeniuk a 12 de março passado. Vão ser acusados em coautoria pelo homicídio.” Logo se seguiu uma série de mentiras, destinadas a causar confusão e a ilibar todos os intervenientes. Mais, sabe-se que “agonizou quase dez horas com vários hematomas, fraturas nas costelas e no tórax que o impediam de respirar, provocados pela pancada de bastão e botas.” (in https://www.dn.pt/edicao-do-dia/26-set-2020/, acesso em 25 de abril de 2022).

Nós que seguimos com atenção o comportamento moral do Ministro Eduardo Cabrita, não nos admiramos que este caso tivesse contornos de cruel irresponsabilidade, pois foi confirmado pela forma irresponsável com que foi tratado o atropelamento mortal de um trabalhador pelo carro em que seguia este ministro. Mas, isso é o normal nos nossos homens do poder que jogam com êxito na obstaculização da Justiça, justificando a crença popular de que aos poderosos nada acontece, permanecendo sempre a culpa solteira. Há até alguns comentadores que dizem que alguns poderosos são bons.

Também quanto à Guerra sem quartel entre a Ucrânia e a Rússia, as televisões decidiram dizer que a culpa era da Rússia, não dando hipótese de contraditório e agora surge a atribuição da culpa ao Secretário-Geral da ONU, o português António Guterres, por ser muito passivo na procura da Paz, mas ninguém atribui culpas a quem atiçou os contendores para que fizessem a Guerra. Esquecem Joe Biden, os líderes da União Europeia e outros, incluindo os fazedores de opinião, que se limitam a criticar o fraco líder de uma Organização mantida na irrelevância pelos donos do Kapital, pois só querem Guerra. Vimos por isso mais uma vez uma mesa onde dois homens se sentam, mantendo uma enorme distância.

E agora quando penso no texto que vos quero apresentar, recordo que no século XIX muitos homens de negócio não queriam guerras. E agora há notícias que mostram um escasso êxito desta visita de António Guterres ao Kremlin.

Pelo menos, reconhecendo que a situação em Mariupol é “complicada” e “trágica”, Putin disse a Guterres que as operações militares na cidade acabaram. “Não há operações militares em Mariupol, pararam. Parte das forças armadas da Ucrânia, que estavam mobilizadas noutras zonas industriais, renderam-se. Quase 1.300 renderam-se”, E acrescentou que ordenou que a Azovstal não fosse atacada, alegando que as tropas ucranianas usam civis como escudo.” (Expresso | “Mentiram-lhe”, disse Putin a Guterres sobre os corredores humanitários, acesso em 27 de abril de 2022).

Ou seja, só agora ganhou alguma Humanidade esta Guerra.

Infelizmente, o entendimento do que é a Democracia continua demasiado enviesado pelas falsas notícias, que levam os Povos a colocar em risco a Paz na sua e nossa Terra. Vê-se isso nos resultados das eleições na França e na Hungria e nas informações sobre o comportamento de Lula no Brasil, demasiado marcadas pela atuação de um Juiz, o famigerado Sérgio Moro.

Tudo nesta Ordem Global nos deve angustiar, obrigando cada um de nós a repudiar falsas razões veiculadas pela Comunicação Social, onde vemos ou melhor pressentimos mãos invisíveis, que põem a Paz Mundial em Perigo.

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