Reforcemos a Lei

É bem conhecida a nossa necessidade de reforçar a aplicação da Lei, e só para que a nossa vida tenha o sentido e a direção necessária para que tudo aconteça, tal como foi desejado pelo legislador ou por quem ajustou um certo e determinado contrato.

Há, contudo, oportunismos que provocam azares a quem tudo contratou com boa fé, causando-lhe amargos de boca e até prejuízos de gravidade diversa. Intuímos.

Acontece agora nos contratos que a União Europeia assinou com algumas farmacêuticas, em que só ela cumpre e elas cumprirão se puderem, ou se não aparecer quem ofereça mais. Acontece por isso o êxito do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte que, tendo optado por um Brexit, pode comprar e escolher sem estas peias as quantidades de vacina que precisa. Outros países, que não têm as palas ideológicas da UE, podem escolher vacinas variadas sem ter de obedecer às regras pouco científicas a que esta obedece acriticamente, tornando o atingimento efetivo dos objetivos da imunização de grupo vez mais distantes por os prazos serem sucessivamente adiados.

Estamos assim perante o oportunismo de cada dia, que ninguém merece, ainda mais quando os ritmos de redução de infeção e da letalidade por COVID 19 aumentam, e só podem ser reduzidos com confinamentos, que nos empobrecem e reduzem a riqueza dos povos e impedem que a ciência mostre todas as suas potencialidades.

Enquanto isso um inexistente ministro da educação, que não acautelou nada nas condições de vida das escolas, deixou tudo à imaginação desenrascada dos alunos, professore e pais, deixando-nos com escolas fechadas, comprovando mais uma vez que nada substitui a presença efetiva de um professor empenhado no sucesso dos seus alunos.

Também surgem neste processo novos processos de transmissão de saberes e até de comportamentos através do ensino online, que depende não só dos equipamentos que cada um possuiu, mas também dos equipamentos que as operadoras de Internet têm.

Perde-se neste processo que a pandemia promove como única alternativa, o convívio e a socialização, que todos consideram essencial na transmissão de conhecimentos a transformar em atuação quotidiana necessária num mundo competitivo, em que não podemos acreditar em tudo o que nos dizem.

E isso só se consegue por práticas sociais em que conferimos tudo os que nos dizem para não cairmos em esparrelas.

De facto, não só os estados, mas também os cidadãos devem ganhar novas habilidades para que os caminhos para a saúde sejam cada vez mais viáveis e confiáveis.

Como agora confirmamos, acreditámos demasiado em governantes que a publicidade nos vendeu como coisa boa, mas agora, vendo perante os nossos olhos, o iminente colapso do nosso serviço nacional de saúde e também de outros povos, concluímos que tudo é o resultado de uma crendice que agora vemos ser perigosamente trágica. Vemos também pela história de passadas epidemias como pouco evoluímos e como pouco aproveitamos da ciência e tecnologia acumulada. Só usamos desta as técnicas de manipulação de consciências que terminam sempre com mais e pior deceção.

Não preservámos a memória da pneumónica e, assim, é agora difícil encontrar dados nos arquivos que nos permitam usá-la para melhorarmos os nossos comportamentos presentes e avançarmos para um futuro saudável.

Acontece só por não usámos o passado para construir o presente.

Continuamos a errar até nos nomes das terras antigas, tal como acontece com a Centenária aldeia de Pousade, que um legislador distraído trocou por Pousada, de nada valendo uma correção feita na Assembleia da República em 17 de Junho de 2011 com a lei 29/2011 que espera há dez anos a sua aplicação, pedindo-se para ela o reforço da Lei.

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