Regras de isolamento mais flexíveis nas escolas, máscaras e rastreios continuam

As orientações sobre isolamento profiláctico de contactos de baixo risco vão ser mais flexíveis no próximo ano lectivo, segundo o novo referencial da Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicado Terça-feira, que mantém a utilização de máscara e o rastreio inicial.

No âmbito das medidas para as escolas de combate à pandemia de covid-19, no próximo ano lectivo, turmas inteiras já não vão ser obrigadas a ficar em casa durante duas semanas sempre que seja detectado um caso positivo, como aconteceu a partir de Abril, quando a DGS reviu o protocolo de actuação para essas situações.

As orientações foram agora revistas, a duas semanas do início das aulas, e vão ser mais flexíveis, uma vez que os contactos considerados de baixo risco ou que testem negativo devem regressar à escola.

Segundo o referencial publicado na página da DGS, em situação de “cluster” ou surto, as autoridades de saúde podem determinar o encerramento de uma ou mais turmas ou zonas da escola, ou de todo o estabelecimento de ensino. No entanto, acrescenta o documento, «os contactos de baixo risco e/ou os contactos de contactos cujos testes sejam negativos devem interromper o isolamento profiláctico, retomando a respectiva actividade lectiva».

Esta é a principal novidade para o próximo ano lectivo, que arranca entre 14 e 17 de Setembro com uma particular atenção para a recuperação das aprendizagens afectadas durante a pandemia de covid-19, um trabalho para o qual a DGS diz ser também sensível. 

Por isso, no mesmo documento, refere-se ainda que as regras do próximo ano não deverão pôr em causa «a frequência de actividades de apoio à recuperação de aprendizagens», como o apoio tutorial específico, disciplinas opcionais, regimes articulados ou o desporto escolar​​​​​​​. 

As novas orientações mantêm a grande maioria das regras de segurança sanitária, incluindo a utilização obrigatória de máscara a partir dos 10 anos e “fortemente recomendada” para os mais novos, a partir do 1.º ciclo.

À semelhança do que aconteceu no ano lectivo passado, quando as escolas reabriram em Abril, vai também repetir-se a realização de rastreios antes do início das aulas, que vão abranger os professores e funcionários de todos os níveis de ensino e os alunos a partir do 3.º ciclo.

Esses rastreios serão feitos em três fases: até ao final da primeira semana de aulas, serão testados os profissionais das escolas, num exercício que começa a 6 de Setembro e termina no dia 17. Seguem-se os alunos do secundário nas duas semanas seguintes, entre 20 de Setembro e 1 de Outubro, e finalmente os alunos do 3.º ciclo, entre 4 e 15 de Outubro.

Além destas medidas, o distanciamento físico sempre que possível, a organização dos alunos em “grupos bolha”, a preferência por actividades ao ar livre e a definição de circuitos são algumas de outras regras a que as escolas já se habituaram no ano passado e que deverão manter.

No próximo ano lectivo, uma parte significativa dos alunos já estará vacinada contra a covid-19, depois de a DGS ter recomendado a vacinação das crianças e jovens a partir dos 12 anos, no entanto, as novas orientações não fazem qualquer distinção. Assim, com cerca de 75% dos jovens entre os 12 e os 17 anos actualmente já vacinados com a primeira dose, todos cumprirão as mesmas regras de isolamento, utilização de máscara ou testagem.

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