Retrocessos educativos

Embora os nossos Ministros da Educação digam não saber como os retrocessos educativo nos acontecem, todos os dias somos confrontados com degradações das nossas condições educativas, parecendo ser algo implicado por uma desastrada governação que se transforma num inferno de impossibilidades que os professores e pessoal auxiliar de educação e alunos vão ultrapassando como podem, sempre algo anestesiados.

Mas, os governantes não foram sempre assim. Já tiveram ambições educativas, procurando encontrar, como consequência da análise do real educativo, razões para melhorar o ensino com a introdução de melhorias no currículo e com a criação de escolas. Aconteceu assim em Dezembro de 1918, sendo corrigidas as gralhas do texto em janeiro de 1919, iniciando-se assim um processo de melhorias na educação em vários locais do país, que foi subitamente quebrado pela Revolução do 28 de Maio de 1926.

Descobri isso quando fui confrontado com o estranho desaparecimento dos Diários do Governo do III Trimestre de 1926 na Biblioteca Municipal de Coimbra, onde descobri, após leitura atenta, encerramentos vários de escolas destinadas a criar vantagens competitivas em algumas regiões através de algumas escolas que então encerraram, criando condições para que João José Ludovice Sinel de Cordes, Ministro das Finanças da Ditadura Militar, poupasse, mas deixando as finanças do Estado em estado deplorável como nos informa a Wikipédia. Usou assim dinheiros públicos para satisfazer injustificadas voracidades de alguns senhores, deixando-nos dívidas, que Salazar nos obrigou a pagar à força de muita censura e repressão.

Recentemente, assistimos à delapidação do erário e à criação de mais dívida pelos governos que nos pedem agora que as paguemos, e até nos convencem. E sem que nos agridam. Fazem-nos isso sem dor, usando técnicas sofisticadas de convencimento em que todos pareçamos ser apoiantes pois nos julgamos sem a força necessária para sermos oposição.

Entretanto, vamos assistindo as manobras dilatórias organizadas por advogados sempre bem habilidosos, sem que haja da parte contrária a inteligência necessária para conseguirem fazer justiça. Existem só aplausos para os que prevaricam continuadamente sem castigo.

Vou continuadamente conhecendo múltiplos casos em que bem-sucedidos estudantes não encontram entre nós aplicação para as habilidades, destrezas e conhecimentos que adquiriram, havendo sempre quem os culpe desta sua incapacidade, sem nunca encontrarem culpados entre os desgovernantes. E isso acontece até aos que subiram na hierarquia académica e ficaram por fim sem emprego. Tudo isto revela incúria e desleixo dos que organizam percursos académicos sem cuidar do sucesso profissional dos estudantes, preocupando-se quase só em criar empregos para os que ensinam coisa sem futuro no mercado de trabalho. Ou então criam-no só para amigos e correligionários sem qualquer qualidade que os recomendem.

Existem até governantes que mandam os nossos melhores profissionais emigrar. Chamam-lhes até piegas e assim se consideram desobrigados de governar para que todos os portugueses possam ficar entre nós trabalhando nas suas bem necessárias profissões. Não admira que em muitos locais não existam profissionais necessários pois muitos tiveram de emigrar e outros foram encaminhados para profissões sem futuro.

Esvazia-se assim o país como o demonstram os resultados dos censos da população, onde se evidenciam insatisfações e consequentes votações contra a governação, que fica feliz quando há alguém que ainda vota e lhes dá o desejado e depois mal-empregue poder de governar.

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