«Se calhar a política não é para todos, para mim não será», admite Carlos Chaves Monteiro

Desde o momento em que começaram a ser conhecidos os resultados eleitorais se ficou a perceber que nem tudo corria bem para o ainda presidente da Câmara da Guarda. O social-democrata Carlos Chaves Monteiro esteve sempre atrás de Sérgio Costa, candidato do movimento “Pela Guarda” e seu principal adversário no sufrágio. Entre os apoiantes da candidatura do PSD ainda se ía mantendo alguma esperança de que os eleitores da freguesia da Guarda fizessem com que se invertessem os lugares na corrida eleitoral, mas isso não veio a acontecer. Sérgio Costa foi o grande vencedor da noite, derrotando por cerca de 600 votos Carlos Chaves Monteiro.

Carlos Chaves Monteiro diz que «ainda é cedo» para perceber «o que é falhou» nestas eleições que o afastaram do poder autárquico. «Ainda é cedo para fazer essa análise. Da nossa parte acho que demos tudo o que tinhamos que dar», recordando que foi presidente durante dois anos num momento difícil, como foi aquele» a partir do momento em que assumiu o lugar deixado vago por Álvaro Amaro, que foi para o Parlamento Europeu. «A verdade é que ou não passei bem a mensagem ou então não cumpri bem o meu papel. Não consigo compreender, mas alguma explicação haverá para isso. Carlos Chaves Monteiro

Questionado pelo TB se iria ou não assumir o cargo de vereador, Carlos Chaves Monteiro apenas respondeu que não iria «falar sobre isso». «A Guarda falou nas urnas, é algo que irei meditar muito se ainda tenho alguma coisa a dar à Guarda ou não. Daqui para a frente vou para o meu escritório trabalhar porque a advocacia é a minha profissão. Se calhar a política não é para todos, para mim não será», acrescentou.

Carlos Chaves Monteiro disse que cumpriu a sua missão e que «esteve sempre disponível com os guardenses» e que se empenhou «muito a fundo para a Guarda ser transformada num ciclo diferente daquele que existiu no passado». «A verdade é que, ou não passei bem a mensagem ou então não cumpri bem o meu papel, mas conta a consciência dos homens», acrescentou. «Fui sujeito a diferentes críticas, a diferentes acções para, de alguma forma, até dificultar o exercício do meu mandato, mas isso de pouco valeu», recordou.

Quanto ao seu futuro na estrutura do partido, limitou a responder que «está tudo em aberto», admitindo que «todas as soluções são possíveis».

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