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Já se passaram semanas depois das eleições presidenciais mas a nossa responsabilidade política e social deve ser diária. Cerca de 62,59% de guardenses faltou a essa responsabilidade, não indo às mesas de voto no dia em que todos fomos chamados. Assinaram a sua carta de demissão de opinião pública, o que significa que qualquer contestação futura que façam contra as funções do Presidente da República perde significado, porque faltaram quando o país os convocou. Se fariam a diferença? Toda. Falamos de mais de 90 mil pessoas. Noventa e duas mil e seiscentas e onze pessoas que decidiram não votar no distrito da Guarda. Das 55.349 pessoas que exerceram o seu direito e dever de voto, 7.737 votaram num candidato fascista. Se fossem sete pessoas a fazê-lo, já seria problemático, agora, mais de sete mil é muito preocupante. Significa que temos no nosso distrito 7.737 pessoas que apoiam o ódio, a mentira, a intolerância, o racismo, o medo, a violência e a cobardia. Pessoas que não respeitam a História, que não respeitam o outro.

Ao leitor que o fez e que lê as minhas palavras, peço o favor de se retirar porque aqui mora Abril, aqui mora a Liberdade, aqui mora a memória das vítimas cuja vida foi torturada e queimada por esse regime ditatorial. Se querem protestar, não protestem contra a Democracia, protestem contra quem não a defende.

Vamos ao que interessa. Mais de 34.500 pessoas, no nosso distrito, reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa e 11.679 pessoas distribuíram os seus votos pelos outros candidatos à corrida presidencial.
Apesar de me afastar ideologicamente das posições de Marcelo Rebelo de Sousa, considero-o um homem sensato, culto e capaz. Lembro-me da lição de humanismo e cordialidade que o enorme Sampaio da Nóvoa me deu, há 5 anos, quando me disse, depois de não conseguir uma segunda volta: «Marcelo Rebelo de Sousa é, agora, o meu Presidente». Assim o continua a ser, o Presidente da República do nosso país.

Quero salientar o bom que foi ouvir falar da Constituição da República, nestes debates, de uma forma tão eloquente e preparada, pelo candidato João Ferreira. O único com noção do compromisso do cargo.

Não eram estas eleições que me preocupavam, eram as tochas que as pessoas menos cultas tentariam acender porque eu não temo imbecis, nem temo ditadores, temo os que, sem poder, vão atrás e executam as suas ordens. Esses, sim, podem tornam o mundo num lugar fatídico.
A nós, principalmente aos jovens, cabe-nos não permitir que ousem pôr em causa a nossa liberdade que a tantos custou a vida. Cabe-nos não deixar passar nenhum vestígio de ódio e de crueldade. O Futuro é nosso e eles não passarão!

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