Simpósio de Arte Contemporânea da Guarda homenageia João Cutileiro

O II Simpósio Interna-cional de Arte Contemporânea Cidade da Guarda (SIAC), que reúne 120 artistas de 15 países, abriu Sexta-feira as portas com uma homenagem ao escultor e ceramista João Cutileiro, pelos seus 80 anos.
O evento cultural, que decorre até ao próximo dia 18, começou com a inauguração de uma exposição de desenhos de João Cutileiro, intitulada “João Cutileiro – 80 anos, 80 desenhos” e com o lançamento do vinho “Altium João Cutileiro”, produzido pela Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo.
Na sessão de abertura não participou o homenageado, que esteve ausente por motivos de saúde, mas também não marcou presença nenhum membro do Governo. O ministro da Cultura chegou a aceitar o convite há dois meses mas poucos dias antes do início do evento informou a autarquia de que não poderia estar e nem o secretário de Estado. O autarca da Guarda, Álvaro Amaro, disse na abertura do “SIAC” que lamentava a ausência dos representantes do Ministério da Cultura. Aproveitou para desejar rápido restabelecimento a João Cutileiro e afirmou que o artista «mostrou satisfação» por a Guarda «lhe prestar esta homenagem».
Ana Paula Amendoeira, depois de explicar as razões da ausência de João Cutileiro, felicitou a autarquia «pela qualidade» e «pelo rigor do trabalho cultural» realizado. «Ele ficou muito reconhecido por esta atenção que a cidade da Guarda teve para com ele», disse, acrescentando que era «uma grande res-ponsabilidade» represen-tar na cerimónia aquele que considera «um grande mestre multifacetado» e «uma figura maior da arte e da cultura portuguesas».
O autarca da Guarda referiu na sessão que a segunda edição do SIAC «já é um sucesso» pela impor-tância que tem para o município, pois permite afirmar o papel cultural da Guarda em termos nacionais e internacionais. Álvaro Amaro sublinhou que o simpósio tem quatro pilares «fundamentais», que são a razão do seu sucesso: a democratização da cultura, a credibilização (da cidade), a originalidade e o envolvimento (participam criadores locais, nacionais e internacionais)
O evento inclui arte ao vivo, ateliês de pintura, escultura, serigrafia, exposi-ções, oficinas de poesia visual, instalações, colóquios, palestras, recitais de poesia, apresentação de livros, um ciclo de cinema, documen-tários, música, ?urban art’, entre outras atividades.
Nas iniciativas de pintura ao vivo participam os artistas Valentina Gregoric (Itália), Dorthe Botker (Dinamarca), Mariola Landowska (Poló-nia), Júlio Cunha (Portugal), Philippe Amirault (França), Vando Figueiredo (Brasil), Fiel dos Santos (Moçambi-que) e Jorge Gumbe (Angola).
Na escultura ao vivo marcam presença Kei Nakamura (Japão), Nils Hansen (Alemanha), Masa Paunovic (Sérvia), Alexey Kanis (Rússia), David Leger (França), Elena Saracino (Itália), Pedro Figueiredo (Portugal), José Ignácio (Espanha) e Milena Tavena (Bulgária).
O evento cultural é organizado pela Câmara Municipal da Guarda e pelo seu museu, com o apoio da Universidade da Beira Interior, da Universidade de Salamanca (Espanha) e do Instituto Politécnico da Guarda.

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