Simulacro da VMER testou coordenação e resposta de meios de socorro

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Uma explosão numa sala de aula no Politécnico da Guarda foi o cenário criado para a realização de um simulacro integrado no III Congresso da VMER da Guarda, que decorreu entre Sexta-feira e Sábado. A explosão causou dezenas de feridos e um morto. O exercício testou todos os procedimentos das equipas de socorro que seriam chamadas a intervir num acidente deste género. O primeiro meio de socorro a chegar ao local foi a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da Guarda. Algumas das vítimas já tinham aban-donado o local do acidente pelos seus próprios pés. Dada a gravidade da situação, a VMER solicita reforço de meios. Chegam os primeiros meios dos bombeiros voluntários da Guarda. Antes de tentar aceder ao local é necessário garantir as condições de segurança do local, sendo necessário extinguir o foco de incêndio provocado pela explosão. Só depois de garantidas as condições de segurança é que se realizam as operações de busca e salvamento das vítimas que ainda se encontram na sala de aula. Os bombeiros da Guarda instalam o Posto Médico Avançado (PMA), uma tenda apetrechada com os meios necessários para dar a assistência às vítimas. Devido à gravidade da situação, é activada uma segunda VMER, neste caso seria a da Covilhã. Seria ainda accionada a VMER de Viseu. São ainda mobi-lizados para o local mais equipas de bombeiros. Vão chegando ambulâncias das corporações de Manteigas, Pinhel, Vila Franca das Naves, Famalicão da Serra e Gonçalo. Paulo Sequeira, comandante dos Bombeiros Voluntários da Guarda, explicou durante a simu-lação que em situações reais a chegada dos meios também «é faseada», uma vez que «não seria possível ter 8 ambulâncias disponíveis» nos primeiros minutos da operação. E normalmente o alerta «não dá muitas informações», sendo possível confirmar só local a necessidade de reforço de meios. O médico Rodrigo Maia, que integra a tripulação da VMER da Guarda, explicou que uma situação destas «implica uma coordenação enorme» ao nível dos meios. Tendo em conta tratar-se de uma explosão, poderia colocar-se a necessidade de evacuar as vítimas queimadas graves para as unidades de saúde especializadas, podendo o transporte ser feito de helicóptero.
O simulacro aconteceu ao final da tarde de Sexta-feira, primeiro dia do Congresso organizado pela Associação de Colaboradores da VMER da Guarda. Foram vários os profissionais que evi-denciaram durante o Congresso a mais valia de realizar eventos deste género considerados «fundamentais para adquirir novas com-petências» e actualizar alguns procedimentos. «É im-portante para alinhavar algumas noções. Às vezes sentimo-nos desamparados no terreno», disse José Manuel Rodrigues, médico tripulante da VMER da Guarda e representante do presidente da secção regional do Centro Ordem dos Médicos no Congresso.
O Congresso da VMER da Guarda abordou temas como as questões éticas relacionadas com a decisão de não reanimar; as agressões terroristas e os doentes queimados. O programa incluiu ainda um mass training que deu a possibilidade de formar e treinar a população a adoptar medidas de suporte básico de vida.
Actualmente estão afectos à VMER da Guarda 15 enfermeiros, estando mais dois em formação e em breve vão iniciar funções e 33 médicos. A VMER da Guarda actua no território abrangido pela Unidade Local de Saúde da Guarda e ainda no concelho de Aguiar da Beira.
EG

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