Sindicato acusa Inatel de não honrar compromissos com os trabalhadores de Manteigas

Funcionários da unidade hoteleira do Inatel em Manteigas agendaram uma greve para a manhã desta Sexta-feira na Guarda, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, junto às instalações da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), onde os representantes sindicais foram recebidos horas antes.

Em causa estão os aumentos salariais, que a Fundação Inatel «não cumpriu», e os horários laborais, alterados «sem conhecimentos destes, sem os ouvir, sem ouvir os representantes sindicais, fixando as escalas em períodos de três meses». «O único objectivo que a Fundação Inatel tem com esta decisão é única e exclusivamente não pagar o subsídio de turno», acusou o presidente daquele sindicato, Afonso Figueiredo, em conferência de imprensa realizada após a reunião.

«Ou seja, para além dos trabalhadores não terem tido aumentos neste últimos dez anos que dignifiquem as funções destes trabalhadores, e do Inatel também não cumprir com os compromissos que assumiu com os trabalhadores do ponto de vista da componente remuneratória, vêm agora também alterar a sua vida com uma tentativa clara e objectiva de ainda diminuir mais a retribuição que os trabalhadores auferem ao final do mês porque essa alteração tem como objectivo deixar de pagar o subsídio nocturno a estes trabalhadores», resumiu.

O «acumular destas situações, com esta última, levou a que os trabalhadores tivessem decidido convocar um pré-aviso de greve para hoje, que tem uma adesão bastante significativa, a presença dos próprios trabalhadores aqui reflecte esse sentimento, e com o compromisso aqui dos trabalhadores também de não baixar os braços enquanto esta situação não for de facto corrigida e repostos os horários que os trabalhadores faziam até agora porque não existe aqui nenhum motivo justificativo para além desta intenção que justifica esta alteração dos horários», reforçou o dirigente.

O TB tentou obter uma reacção da administração da Fundação INATEL, mas até ao momento não recebeu qualquer resposta. À lusa, o presidente do conselho de administração da Fundação INATEL, Francisco Madelino, disse que a instituição «cumpriu todas as matérias do acordo». «A Fundação cumpriu todas as matérias do acordo, está a pagar subsídio nocturno a todos os trabalhadores, fez um aumento salarial e verificou todas as normas que estavam no Acordo de Empresa e, sobretudo, manteve os rendimentos [dos trabalhadores] num ano em que 80% da indústria hoteleira entrou em “lay-off”», explicou.

O responsável acrescentou que o horário foi regido pelos requisitos legais e «foi levado à mesa das negociações», mas os trabalhadores «não querem cumprir e fazer o horário entre as 16:00 e as 24:00».

Segundo Francisco Madelino, a INATEL «tem cerca de mil trabalhadores e estão cinco em greve», sendo quatro recepcionistas no hotel de Manteigas e um dirigente sindical.

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