Sindicatos e movimentos promovem concentração pela defesa da maternidade da Guarda

A União de Sindicatos da Guarda e dois movimentos de cidadãos vão realizar, na Sexta-feira, uma concentração pela manutenção da maternidade do Hospital Sousa Martins e pela defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A acção está marcada para as 15h:30, para a Alameda de Santo André, junto da entrada para o Parque da Saúde da Guarda.

Para além da União dos Sindicatos, afecta à CGTP, a iniciativa evolve os movimentos “Saúde Não se aGuarda!” e “Unitário em Defesa dos Serviços Públicos Guarda”.

Segundo Pedro Branquinho, coordenador da União de Sindicatos da Guarda, com a iniciativa, os promotores associam-se à defesa da manutenção da maternidade local, numa altura em que a Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos está a elaborar a proposta de criação da rede de referenciação hospitalar em saúde materna e infantil.

A concentração vai servir para alertar a população da Guarda e o poder executivo que os dois movimentos e a União dos Sindicatos «jamais deixarão que se avance para o encerramento da maternidade e se continue a deixar extinguir serviços essenciais do SNS no Hospital Sousa Martins e na Unidade Local de Saúde da Guarda».

«É uma primeira iniciativa para que, como já aconteceu em 2006, se crie um movimento com a força necessária para que se mantenha a maternidade, porque não é aceitável que as crianças do nosso distrito vão nascer a outro distrito», disse hoje Pedro Branquinho à agência Lusa.

O coordenador da União dos Sindicatos da Guarda pediu para que «as pessoas apareçam» na tarde de sexta-feira e que se associem à iniciativa, para que possa ser «lançado um alerta e um grito de revolta que envolva várias personalidades e vários movimentos».

«Reconhecemos que há problemas, que a maternidade tem poucos nascimentos, mas não aceitamos o seu encerramento», disse.

Na sua opinião, «se os técnicos têm poucos nascimentos», a solução é, «de vez em quando, enviá-los a maternidades com mais partos, para ganharem outras experiências». «Mas, mesmo com os 350 a 370 partos que neste momento temos no distrito da Guarda, é de manter a maternidade porque a saída seria uma machadada final nesta região do Interior», vincou.

Em relação ao SNS, o responsável apontou a existência de várias carências e de «problemas graves» no Hospital Sousa Martins, sobretudo em relação a especialistas nas áreas de Cardiologia, Dermatologia, Oncologia e Medicina Interna.

Com a concentração agendada para sexta-feira, os promotores pretendem «abrir o processo» em defesa da maternidade da Guarda e do SNS, ao qual se podem associar outros movimentos e instituições da região.

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