Solução para o Hotel Turismo da Guarda poderá não passar pela abertura de novo concurso público nem pela devolução à autarquia

O Governo ainda não encontrou uma solução para o Hotel Turismo da Guarda, encerrado desde Outubro de 2010. A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, admitiu hoje em Manteigas, à margem de uma reunião representantes de autarquias e entidades da região da Serra da Estrela, que essa solução  «provavelmente» poderá não passar pelo lançamento de um novo concurso público ou mesmo pela devolução daquela unidade hoteleira à Câmara da Guarda.  «Estamos a trabalhar com o Município justamente para identificar outras soluções que possam criar postos de trabalho, entregando aquele activo a um operador económico que saiba cuidar dele e que dinamize boa actividade turística na região», afirmou a governante.

O autarca da Guarda, Sérgio Costa, está esperançado que «até ao final do ano possa ser encontrada essa solução», defendendo que, no âmbito do Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e uma vez que a Guarda está inserida no PNSE, «é da mais elementar justiça que o Hotel possa ser ali alicerçado o seu investimento».

O edifício emblemático, projectado em 1936 pelo arquitecto Vasco Regaleira, viria a ser inaugurado no dia 6 de Julho de 1947 e alvo de ampliação com grandes sobressaltos entre 1966 e 1971. Em 2010, Câmara Municipal decidiu vender ao Turismo de Portugal o hotel por 3,5 milhões de euros. Em 2015, foram lançados dois procedimentos destinados à venda do hotel, em condições que não atraíram interessados.

O Governo decidiu depois integrar aquela unidade hoteleira no Programa Revive. O “Memorando de Entendimento REVIVE” viria a ser assinado no dia 18 de Julho de 2017 na Câmara da Guarda. Nesse ano, o hotel viria a ser concessionado ao grupo empresarial MRG, mas o projecto não avançou, «devido a dificuldades financeiras com que o grupo concessionário, entretanto, se defrontou», como justificou, em comunicado, o Ministério do Estado, da Economia e Transição Digital. O contrato viria então a ser revogado, tendo em meados de Julho do ano passado, sido lançado novo concurso que ficou deserto.

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