Sortelha e Almeida a votos para serem finalistas nas aldeias monumento

A próxima gala do concurso 7 Maravilhas de Portugal vai eleger as duas finalistas na categoria das Aldeias Monumento. Entre as nomeadas estão as aldeias históricas de Sortelha, no concelho do Sabugal e de Almeida. Concorrem com Estói, Evoramonte, Idanha a Velha, Monsanto e Monsaraz. Passarão à final as duas aldeias mais votadas pelos participantes na votação que irá decorrer durante a emissão. A votação é feita por chamada telefónica e o número de telefone para votar em cada uma das aldeias é facultado no início de cada gala.
Na descrição que a organização faz de Sortelha evidencia-se a origem do nome que poderá estar relacionado com um anel, sortija ou sorteia, utilizado num jogo medieval, onde os cavaleiros tentavam enfiar a sua lança. Há ainda quem defenda que se baseia na ideia de um anel de pedras com poderes especiais, igual ao anel das feiticeiras.
«É uma aldeia em granito, com ruas e vielas tipicamente medievais, com um castelo do séc. XIII. O foral foi concedido em 1228 e só perdeu este estatuto concelhio com a reorganização administrativa do séc. XIX. Tem um espaço urbano medieval (séc. XIII-XIV), que encontra nas necessidades defensivas e na organização militar do espaço a sua matriz essencial, bastante alterada com as intervenções ocorridas no período manuelino (séc. XVI)», lê-se no concurso. Destacam-se ainda os elementos arquitectónicos existentes como a casa da Câmara, cadeia e pelourinho, casa do juiz, casa do escrivão, fonte de mergulho, forno comunitário, hospital da Misericórdia, Igreja Matriz, Igreja de Santa Rita e capela de Santiago.
Situada a mais de 760 metros de altitude, numa região muito acidentada, de cariz granítico, Sortelha é uma povoação ornada com penedos e barrocos, onde as casas encostam e assentam. Esta disposição das casas, expostas ao sol, explica o cognome de “lagartixos” dado aos seus habitantes. «Sortelha continua a ser certamente uma das mais belas e antigas povoações do nosso País, cujo traçado pouco se alterou nos últimos 500 anos, preservando a sua identidade e integridade. Os trabalhos em bracejo são hoje o principal artesanato da aldeia», explica-se.
O texto da candidatura de Almeida destaca a muralha em forma de estrela, «a protagonista de tantos episódios que ajudaram na nossa identidade enquanto portugueses». Nascida durante a permanência islâmica, foi sofrendo ajustes até se implantar definitivamente no local onde está hoje, explica a organização. É o resultado arquitectónico do conflito fronteiriço que marcou durante séculos a história do país, um dos melhores exemplares em Portugal continental da arquitetura militar do século XVI. A sua função defensiva foi particularmente intensa durante a Restauração e as Invasões Francesas, estas últimas ainda presentes na memória colectiva das populações e periodicamente revividas através da recriação histórica do “Cerco de Almeida” (1810).
O distrito da Guarda tem já uma representação na fase final do concurso, uma vez que Castelo Rodrigo é uma das finalistas eleita na categoria de Aldeias Autênticas, cuja eleição se realizou este Domingo. A aldeia de Fontão de Loriga, no concelho de Seia, também estava entre as nomeadas, mas os partici-pantes elegeram Podence como finalista. A final do concurso vai realizar-se a 3 de Setembro no Piodão.

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