Terminou 2020, o vinte-vinte!

O esperado e esperançoso ano de 2020, o famoso vinte-vinte, chegou ao fim, terminou. A voracidade do tempo levou-o.

Tantas expectativas para o mundo, mas com o evoluir do tempo, veio a revelar-se um ano atípico, marcado por uma pandemia provocada por um vírus denominado de COVID-19, de âmbito mundial, que veio, pela sua dispersão generalizada, mudar e transformar a vida de todos. A maneira de agir, de pensar e todo o comportamento da sociedade foi afetada, para o bem e para o mal.

O mundo uniu-se para enfrentar um tamanho acidente, um percalço que a todos surpreendeu.

A humanidade, o ser humano, como o ser mais inteligente, fazendo jus à sua grande capacidade de adaptação, uma vez mais mostrou estar à altura de superar esta adversidade e, depois de muitos esforços e união, eis que no debelar do ano surge a esperada e ansiada vacina.

A vacina não será a solução final para a envergadura deste problema, mas conjuntamente com as medidas tomadas e a tomar, irá certamente contribuir com uma boa parte.

Nada será com antes da pandemia. O mundo teve de evoluir muito. A informática, os computadores, as redes sociais, a comunicação à distância e a circulação de dados, consolidaram a sua posição, sendo que agora, mais do que nunca, toda a sociedade tem esse valioso recurso praticamente em uso pleno. O que será que o futuro nos reserva?

Nada voltará a ser como antes. Todos, uns mais, outros menos, estão conscientes disso. Com maior ou menor dificuldade, o ser humano vai aceitando e até entranhando afincadamente no uso de tão importante ferramenta. Assim a tivessem à disposição os nossos antepassados, para melhor poderem superar a gripe espanhola há cem anos atrás.

Será que a História irá até referenciar o ano vinte-vinte, o 2020, como o ano da plena aceitação e hegemonia das ferramentas informáticas?

Muitos outros problemas que afligem e perturbam a humanidade, foram praticamente esquecidos pelos meios de comunicação social. É e continua a ser só Covid-19, como que a alienar a população de alguns erros que foram feitos, quer por desconhecimento, quer por precipitação na tomada da decisão. Interromper a emissão normal para dar uma notícia de que a vacina tinha chegado a uma certa região, além de propaganda barata é ridículo.

Será que ainda não perceberam que as pessoas, de todos os estratos sociais e localização, desde cedo se aperceberam do que estava a acontecer e tomaram e seguiram todas as medidas e precauções?

As autoridades, através dos meios de comunicação social, de tão repetitivos, expressam a sua própria insegurança, para não dizer medo e não se cansam de propagandear números e mais números, esquecendo-se frequentemente de os relativizar para serem mais claros e evidentes.

A sociedade em geral, está a evoluir, a aceitar e até a adaptar-se.

Para amenizar e suavizar as catástrofes, lá vem de vez em quando a notícia do falecimento de alguém muito falado. Há dias, foi o famoso estilista Pierre Cardin. Como não era famoso o falecimento do meu amigo António Gomes Paulino, natural de Aldeia Viçosa, mas que fez vida em Celorico da Beira onde foi sepultado, não foi noticiado.

Já neste ano, vem a notícia do falecimento de Carlos do Carmo, que merece uma homenagem já que se deveu a ele o levantar a um nível nunca alcançado a canção nacional, o fado, depois do que os “abrileiros” quiseram fazer dele. São por demais conhecidas as agruras que a famosíssima Amália Rodrigues, sofreu.

Carlos do Carmo levou o fado a património imaterial da humanidade. O fado voltou a ocupar o seu lugar.

Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso o universo de cada um, se resume ao tamanho do seu saber”, Albert Einstein

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