Tribunal da Guarda condena homem a sete anos de prisão por roubo e sequestro

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O Tribunal da Guarda condenou um homem de 42 anos a uma pena de sete anos de prisão efectiva, pela prática dos crimes de roubo, sequestro, coação e burla informática.

Em nota publicada na sua página oficial na Internet, a Procuradoria-Geral Regional de Coimbra refere que, além da condenação a pena de prisão, o Tribunal Colectivo da Guarda condenou o arguido a indemnizar a vítima no montante de 483,69 euros, «pelos valores subtraídos e prejuízos materiais provocados», e no montante de 5.000 euros, «a título de danos morais».

Segundo a fonte, o tribunal «deu como provado que no dia 3 de Maio de 2018, em Lisboa, o arguido abordou uma mulher que estacionava a sua viatura automóvel e, apontando-lhe um objecto semelhante a uma arma de fogo, obrigou-a a seguir até Vilar Formoso, onde a libertou, seguindo com a viatura para Espanha».

No decurso da viagem, o homem «apoderou-se dos cartões de crédito e débito bancário da mulher e com eles efetuou várias compras e levantamentos em numerário».

O arguido, entregue pelas autoridades espanholas no cumprimento de um mandado de detenção europeu e apresentado ao tribunal no dia 15 de Abril, aguardou o julgamento sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

No dia 17 de Abril, o Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda referia em comunicado que o cidadão estrangeiro foi detido pelas autoridades policiais espanholas e logo de seguida entregue à PJ, no âmbito do cumprimento de um mandado de detenção europeu, pela prática dos crimes de sequestro e roubo, cometidos em Maio de 2018.

Segundo a nota, «os factos investigados tiveram início na cidade de Lisboa, com a realização de um “carjaking”, e términos na localidade de Almeida, no distrito da Guarda, onde a vítima, uma automobilista de nacionalidade portuguesa, então com a idade de 69 anos, acabou por ser deixada na berma da estrada, seguindo o autor para território espanhol». O detido possui «vastos antecedentes criminais pela prática de factos da mesma natureza, inclusive com cumprimento de pena efetiva de prisão, nomeadamente em Espanha», indicava a PJ.

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