Trilhando…

Apesar destes tempos de pandemia, a moda das rotas pedestres e cicláveis mantém-se!

Nunca como agora, estes percursos são procurados para fugir às grandes aglomerações de pessoas e praticar de forma segura algum desporto, aliando-o à descoberta de paisagens singulares.

O Estrela Geopark, seguindo a moda, vai implementar uma Grande Rota que se estenderá por 760 quilómetros de caminhos e trilhos ligados à pastorícia e ancestrais que permitirão a visita a cerca de 75 da mais de uma centena de geosítios inventariados.

Tanto quilómetro permitirá decerto a ligação entre outras grandes Rotas existentes (e nem sempre devidamente cuidadas) e acima de tudo o aproveitamento de pequenos trilhos e rotas existentes nos vários municípios que compõem o Estrela Geopark.

Se o pregador não mentir, no outono deste ano será possível partir pelos caminhos e descobrir a imensidão de um território que se gostaria de ver preservado.

No entanto um percurso com esta dimensão deve albergar uma dimensão turística que muitas vezes escapa: o alojamento, ao longo do percurso, para os aventureiros que se disponham a fazê-lo na totalidade e o queiram viver em plenitude.

A Estrela tem hoje unidades hoteleiras de qualidade e em abundância que podem servir à maioria dos caminhantes e ciclistas dentro do perímetro urbano. Mas uma Rota destas poderia trazer consigo a possibilidade de criar alojamentos simples em locais isolados, inseridos em quintas rurais ou pequenas explorações familiares.

A fruição da natureza ganharia, como ganhariam também as famílias que persistem em manter-se nesses locais.Um pequeno incentivo municipal (muitas das vezes mais técnico que financeiro) seria essencial para alavancar uma possibilidade de negócio.

Porque muitos negócios vivem afinal desta moda de usufruir da natureza e de admirar a paisagem!

Uma paisagem que devemos preservar e cuidar, evitando a todo o custo matar a galinha dos ovos de ouro!

Cuidado que devemos ter quando pensamos no velho projeto de ligar, por meios mecânicos, Manteigas e as Penhas Douradas e que surge no orçamento da autarquia.

Mais que uma obra faraónica, ou elefante branco, o projeto, sempre tão adiado, não pode estragar o melhor que temos: a paisagem!

Seria assim vital que sobre o mesmo houvesse uma discussão alargada para que todas as opiniões fossem ouvidas e se conseguisse encontrar o melhor projeto para a ligação.

P. S. – Domingo iremos votar… Façam-no em segurança, mas votem!

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