Turismo Centro defende isenção de IRC para empresas que criem emprego no Interior

As empresas que criem postos de trabalho no Interior do país no sector do Turismo deviam beneficiar de isenção no pagamento do IRC durante dois anos, defendeu na passada semana o presidente da Turismo Centro de Portugal.
«Trata-se de uma medida de discriminação positiva, razoável e justa, que iria ajudar a atrair investimento, a criar postos de trabalho e a fixar população, combatendo o despovoamento do Interior», disse Pedro Machado à agência Lusa, à margem da sessão do Laboratório Estratégico de Turismo do Centro, que juntou em Coimbra especialistas na área para ajudar a traçar uma estratégia nacional para o sector nos próximos dez anos.
Durante a sessão de abertura do Laboratório, presidida por Luís Araújo, presidente da Turismo de Portugal, Pedro Machado já tinha chamado a atenção para a necessidade de repensar o papel do Estado como agente na área do Turismo, criando nomeadamente um enquadramento legal que permita esbater a diferença actual entre a actividade turística em Lisboa e Porto e o resto do país. «Uma empresa do Centro tem um terço do rendimento de uma empresa sediada em Lisboa», disse Pedro Machado, dizendo que «tudo é mais caro e mais difícil» para quem se instala fora dos grandes centros.
O responsável pela Entidade Regional Turismo Centro de Portugal defendeu que devem ser tomadas medidas para «atrair a iniciativa privada para a actividade turística», o que resultará em investimento e em criação de postos de trabalho em regiões mais desfavorecidas. «Também é assim que se combate o despovoamento do Interior» defendeu Pedro Machado, que elogia a descida do IVA na restauração aprovada pelo Governo.
Para além da isenção durante dois anos do pagamento do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas para empresas que criem emprego no interior do país, Pedro Machado defendeu ainda a criação de “vouchers” com preços mais favoráveis para os turistas portugueses que escolham destinos nacionais.
Esta proposta, que pode ser alargada a estrangeiros numa segunda fase, vai ao encontro da campanha “Ponha Portugal no Mapa”, apresentada esta semana pela Turismo Portugal, que quer incentivar os portugueses a fazerem férias na época baixa. Segundo explicou Luís Araújo, a campanha pretende «mostrar a diversidade da oferta turística nacional através do ponto de vista dos portugueses», que são convidados a fazer pequenos filmes sobre o que consideram mais interessante visitar em Portugal. O concurso recorre a uma aplicação desenvolvida por uma “startup” portuguesa (Glymt) que permite fazer vídeos até 20 segundos de duração, que ficarão disponíveis para consulta. Os autores dos vídeos seleccionados serão recompensados com 50 euros e verão o seu trabalho promovido em Portugal e no estrangeiro pela entidade nacional de Turismo.

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