Turismo de Portugal vai lançar em Fevereiro ou Março novo concurso público para o Hotel Turismo da Guarda

O consórcio Manuel Rodrigues Gouveia (MRG) Property e MRG Construction desistiu do Hotel Turismo da Guarda e vai entregar as chaves do imóvel à Câmara Municipal, para ser fiel depositária. Questionado pelo TB, o Turismo de Portugal (TP), proprietário da unidade hoteleira, informou que está previsto lançar um novo concurso público em Fevereiro ou Março (leia na edição desta semana do TB a resposta, na íntegra, do Turismo de Portugal a este semanário.

Na resposta enviada ao TB, o Turismo de Portugal refere que, «de acordo com as estipulações contratuais, a nova unidade hoteleira deveria iniciar actividade no ano 2022, mas o desenvolvimento do projecto não correu, como esperado», adiantando que o consórcio viu «a sua actuação comprometida por dificuldades de vária ordem, entre as quais se destaca o processo especial de revitalização a que esteve sujeita uma das sociedades do consórcio – a MRG – Construction, S.A. – cuja morosidade e vicissitudes criaram dificuldades a todas as empresas do Grupo MRG, bem como dificuldades acrescidas de interacção com entidades financiadoras».

O Turismo de Portugal refere ainda que, perante esta situação, ambas partes reconheceram que «o contrato se devia extinguir, libertando-se, assim, o imóvel, para que pudesse ser novamente submetido à concorrência o direito à sua exploração, em termos adequados à evolução do projecto REVIVE». «Nesse sentido, foi celebrado um acordo de revogação do contrato celebrado, extinguindo-se o direito constituído a favor do consórcio MRG», acrescenta aquela entidade. A terminar, informa que «actualmente estão a ser preparadas as peças de um novo concurso a lançar no âmbito do REVIVE para a concessão deste imóvel, em moldes mais próximos do actual modelo dos concursos lançados no programa, tendo em conta que o concurso lançado em 2017 e que culminou na assinatura do contrato com a MRG em 2018, foi um dos primeiros concursos lançados ao abrigo do REVIVE, em moldes significativamente diferentes dos actuais, e menos adequados à concretização dos objectivos do programa».

Na passada Sexta-feira, o presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves, tinha adiantado ao TB que haverá um grupo internacional interessado no investimento.

Desde Julho de 2017 que o Hotel faz parte da lista de imóveis abrangidos pelo programa “Revive”, que visa abrir o património ao investimento privado para desenvolvimento de projectos turísticos.

Quase oito anos depois de Álvaro Amaro, antecessor de Carlos Chaves Monteiro na presidência da Câmara da Guarda, ter prometido que iria devolver o Hotel Turismo da Guarda à cidade, certo é que aquele edifício continua de portas fechadas e sem obras à vista.

O contrato de concessão de recuperação do Hotel de Turismo da Guarda, no âmbito do programa Revive, foi assinado em Maio de 2018 com o consórcio MRG Property e MRG Construction, mas, devido a dificuldades financeiras, o consórcio tinha decidido ceder a posição contratual à empresa Greenfield SGPS. Mas, ao que agora se sabe, esta cedência não chegou a concluir-se.

O consórcio comprometia-se a construir uma unidade hoteleira neste imóvel, que ocupe no mínimo 55% da área bruta de construção, e estava prevista uma unidade “boutique” hotel, de quatro estrelas, ligada ao tema da neve, com 50 quartos e com outras valências como SPA e restaurante.

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