ULS da Guarda com bom desempenho em cirurgia de ambulatório

A Unidade Local de Saúde da Guarda terminou o ano de 2016 com o segundo melhor desempenho ao nível da cirurgia de ambulatório entre as unidades de saúde do Grupo B. Menos posi-tivo foi o resultado ao nível das cesarianas, que atingiu os 40 por cento dos partos realizados. Com este valor, a ULS da Guarda ficou muito aquém do melhor desempenho do Grupo registado pela ULS de Castelo Branco, que realizou apenas 25 por cento dos partos por cesa-riana.

A Unidade Local de Saúde da Guarda terminou o ano de 2016 com o segundo melhor desempenho ao nível da Cirurgia de Ambulatório entre as 9 unidades de saúde do Grupo B. Os dados da monitorização mensal das unidades de saúde, publi-cados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), indicam que a ULS da Guarda realizou 82,6 por cento dos procedimentos ambulatorizáveis. O que dá um total de 4.866 proce-dimentos realizados neste regime, mais 523 (12 por cento) do que em 2015. Melhor desempenho do que a ULS nesta área só foi conseguido pela Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, com 84,2 por cento dos procedimentos ambulatorizáveis.
Fazem ainda parte do Grupo B a ULS do Nordeste, o Hospital de Vila Franca de Xira, o Hospital de Santa Maria Maior, o Hospital Distrital da Figueira da Foz, o Centro Hospitalar de Póvoa do Varzim e a ULS de Castelo Branco, que teve o desem-penho mais baixo nesta valência. Só conseguiu realizar em regime de ambulatório 64,3 por centos dos procedimentos possíveis.
Mas há outros dados menos positivos ao nível da actividade assistencial. A ULS da Guarda é das unidades de saúde do seu grupo com maior taxa de realização de cesarianas.
Os dados indicam que 40 por cento dos partos são realizados por este método, sendo este valor superado apenas pela ULS do Nordeste. O melhor desempenho é da ULS de Castelo Branco com 25,2 por cento de cesarianas entre os partos realizados. Os dados relativos à ULS Guarda indicam um aumento de 6,4 por cento desta prática relativamente ao ano de 2015.
A Organização Mundial de Saúde recomenda que a taxa de cesarianas não deve ultrapassar os 30 por cento dos partos realizados. Em 2014 decidiu-se que os hospitais menos diferenciados que ultrapassassem os 25 por cento de taxa de cesarianas receberiam menos dinheiro pelas cirurgias.
A Comissão Nacional para a Redução da Taxa de Cesarianas (CNRTC) entende que é possível estabelecerem-se metas para a taxa de cesarianas nos hospitais do SNS, com repercussão no financiamento hospitalar «sem que esta medida acarrete riscos acrescidos de saúde para os utentes, aspecto que deverá ser sempre a primeira prioridade na tomada de decisões clínicas». «A realização de uma cesariana pode trazer bene-fícios de saúde inequívocos para a grávida e para o seu filho, mas a sua utilização abusiva sem motivos clínicos acarreta riscos acrescidos para ambos», justifica o Ministério da Saúde.

Mais consultas e mais cirurgias
A ULS da Guarda terminou o ano de 2016 com mais consultas médicas e mais cirurgias programadas. Os dados indicam que foram prestadas 104.656 consultas médicas, mais 3,1 por cento do que em 2015. Apesar deste aumento, verificou-se uma diminuição do número de primeiras consultas.
Foram prestadas um total de 34 681, menos 2,8 por cento do que em 2015. Ao nível da cirurgia registou-se um aumento de 9,6 por cento, num total de 7 267 cirurgias programadas.
Foram ainda realizadas 945 intervenções ciriurgicas urgentes, menos 4,3 por cento do ano anterior. Ainda na actividade assistencial, os dados demonstram que passaram pelas Urgências da ULS da Guarda 106 123 utentes, o que representou um aumento de 3,9 por cento relativamente a 2015. Foram internadas 9 383 pessoas, menos 3,2 por cento do que no ano de 2015.

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