ULS da Guarda contratou 11 enfermeiros e 58 assistentes operacionais para reforçar resposta à pandemia

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda contratou 11 enfermeiros e 58 assistentes operacionais para reforçar as equipas de resposta à pandemia de Covid-19. As contratações foram feitas por um período de quatro meses, mas a administração da ULS da Guarda explicou ao TB que «vai depender da nova legislação» a renovação ou não dos contratos.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) já exigiu que os contratados no âmbito da pandemia de Covid-19 devem ter um contrato por tempo indeterminado, considerando que «contratos de quatro meses é falta de visão a curto, médio e longo prazo». «Exige-se contratos definitivos para todos os enfermeiros admitidos», sublinhou o SEP numa nota de imprensa, na qual pediu que «a todos os enfermeiros contratados ou a contratar no âmbito da pandemia de Covid-19 seja feito um contrato por tempo indeterminado».

A nível nacional, os hospitais contrataram 2300 profissionais de saúde durante o surto do novo coronavírus. O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales disse recentemente que 100 dos contratados são médicos, 750 são enfermeiros, 1100 assistentes operacionais, 150 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e 150 assistentes técnicos.

Para além do investimento no reforço de recursos humanos, a ULS tem investido desde Fevereiro na aquisição «contínua» de equipamento de protecção individual e de testes para despiste da Covid-19. «Até hoje, felizmente ainda nunca houve falta de qualquer um destes materiais. O nosso stock em alguns equipamentos também têm sido reforçados com dádivas da comunidade (viseiras, fatos integrais, máscaras, luvas, etc.)», acrescentou a presidente do Conselho de Administração da ULS, Isabel Coelho.

Um estudo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) denunciou «graves carências» de material de apoio e de protecção no combate à pandemia da Covid-19 no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo as conclusões do estudo, 88 por cento das 1.003 respostas validadas de médicos que trabalham em hospitais e centros de saúde da região apontam para a falta de «pelo menos um tipo de material essencial para o combate à Covid-19». Alguns dos hospitais visados nestes estudo já vieram negar que há falta de material. O Hospital da Guarda não estava mencionado no estudo.

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