ULS da Guarda melhora resultados operacionais apesar de continuarem negativos

Os resultados operacionais da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda conti-nuam negativos, mas registou-se uma melhoria relativamente aos primeiros meses do ano passado. Os dados da monitorização do Serviço Nacional de Saúde apon-tam um bom desempenho ao nível da Cirurgia de Ambulatório. Nos primeiros quatro meses do ano registou-se ainda um aumento do número das cirurgias e consultas.

Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda terminou os primeiros quatro meses do ano com um resultado operacional negativo de seis milhões de euros. Os proveitos foram de 26.422 milhões e os custos de 33.056. A dívida total no final do mês de Abril era de 31.002 milhões. A cobrança de taxas moderadoras representa 2,3 por cento dos proveitos da ULS da Guarda, sendo que 24 milhões correspondem às verbas previstas no contrato programa celebrado com o Ministério da Saúde pela actividade desenvolvida. Há ainda 7,9 por cento de proveitos extra programa.
Apesar de se manterem no “vermelho”, os resultados operacionais da ULS da Guarda registam uma melhoria significativa relativamente ao mesmo período do ano passado. Verifica-se uma melhoria na ordem dos 29 por cento. O Centro Hospitalar da Cova da Beira também registou uma melhoria das contas, registando no mês de Abril um resultado operacional de 5,2 milhões, o que significa menos 5,7 por cento do que em igual período do ano passado.
Numa análise comparativa tendo em conta o indicador financeiro EBITDA, a ULS da Guarda surge com o segundo pior resultado entre as instituições da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro na tabela apresentada pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Com pior desempenho só o Centro Hospitalar do Baixo Vouga, com 6,2 milhões negativos. Neste indicador a ULS da Guarda tem um défice de seis milhões e logo em terceiro lugar surge o Centro Hospitalar da Cova da Beira com 4,8 milhões. O melhor EBITDA é do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra com um resultado positivo de 127 mil euros.
Recorde-se que a ACSS divulga regularmente dados económico financeiros, do desempenho assistencial e produção no âmbito do monitorização do Serviço Nacional de Saúde. Mas o Ministério da Saúde decidiu criar um grupo de Acompanhamento dos Hospitais (GAH) que integram o Serviço Nacional de Saúde, com o objectivo de monitorizar a actividade e o desempenho hospitalar. De acordo com o despacho publicado na semana passada, a 22 de Junho, este grupo «procura alinhar o desempenho das unidades hospitalares prestadoras de cuidados com as metas estabelecidas pela tutela». O objectivo é «o acompanhamento de indicadores que caracterizam as diversas instituições, tais como, eficiência, acesso, qualidade e satisfação». De forma a melhorar a organização dos serviços de saúde e reforçar a gestão eficiente dos recursos públicos, este grupo deverá «também propôr novas políticas tendo em vista a optimização da articulação das unidades do SNS entre si, designadamente, na utilização de equipamentos e na mobilidade de recursos humanos».

Mais cirurgias
e mais consultas na ULS da Guarda
Ao nível do desempenho assistencial, os últimos dados disponibilizados pela ACSS dizem respeito ao mês de Março. De destacar o desempenho da ULS da Guarda ao nível da Cirurgia de Ambulatório que realizou 84 por cento dos procedimentos ambulatorizáveis através deste método. Com este valor, a ULS da Guarda foi a terceira melhor no seu grupo (B). Os melhores desempenhos neste indicador, não muito distantes da ULS da Guarda, foram registados nos hospitais de Santa Maria Maior e de Vila Franca de Xira com valores próximos dos 85 por cento. Outro dos indicadores avaliados é a percentagem de partos realizados por cesariana. A ULS da Guarda realizou 37,9 dos partos através deste método, ficando longe do melhor desempenho do seu grupo que pertence ao hospital de Vila Franca de Xira (25,9 por cento).
Ao nível dos dados de produção e rácios de eficiência, referentes ao acumulado até Abril, a ULS da Guarda realizou 37.137 consultas, mais 7,9 por cento do que em igual período do ano passado, sendo que 13.036 foram primeiras consultas. Nas Urgências foram atendidos 36.481, representando um aumento de 2,4 por cento. Só em sete por cento dos casos atendidos é que se justificou internamento. Ao nível das cirurgias, houve um aumento das intervenções programadas, mais de oito por cento relativamente ao ano passado; mais intervenções no regime de ambulatório (mais 9,5 por cento) e mais cirurgias urgentes (mais 6,8 por cento). No total foram realizadas 2.569 intervenções, das quais 1.710 foram programadas.

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