ULS da Guarda quer integrar 200 trabalhadores e poupar na gestão de consumíveis

A administração da Unidade Local de Saúde da Guarda apresentou na semana passada ao Conselho Consultivo as linhas gerais do que pretende desenvolver em 2017. O presidente do Conselho de Administração da ULS, Carlos Rodrigues, explicou ao TB que a estratégia deverá assentar fundamentalmente em duas vertentes, qualidade e recursos humanos. O dirigente sustentou que será um trabalho de continuidade lembrando que «muitos dos objectivos definidos no início do mandato já estão cumpridos». Ao nível da qualidade vão continuar a ser implementados os sistemas de informação no âmbito do investimento financiado pelo Portugal 2020. Carlos Rodrigues realça que será uma «revolução completa em termos de gestão». E dá o exemplo das mudanças que se vão registar na Farmácia e no consumo geral. O presidente da ULS estima que os novos sistemas possam permitir uma poupança na ordem dos 500 mil euros na Farmácia. «Por exemplo é necessário um comprimido. Sai uma caixa da Farmácia e é dada como gasta quando na verdade não está. Quando tivermos o sistema a funcionar sai o comprimido e fica registado o serviço para onde a caixa vai. Não está gasta», explica Carlos Rodrigues. Esta diferença vai fazer-se sentir em tudo o que é consumível. O dirigente estima que «haja na terra de ninguém cerca de um milhão de euros a pairar. São produtos que saíram mas não estão gastos. Mas também não estão contabilizados. É normal nos hospitais», atalha. Com este sistema vai ser possível à ULS calcular o custo por doente.
Ao nível dos recursos humanos, a estratégia é continuar a dar condições para ter os profissionais de saúde «motivados», actualizar os seus conhecimentos e alargar a capacidade formativa dos serviços hospitalares. Carlos Rodrigues diz que actualmente há cerca de 200 pessoas que trabalham no hospital, mas estão a prestação de serviço pagas por empresas. O presidente da ULS adiantou que estão «a ser desenvolvidos uma série de concursos para colocar estas pessoas». O dirigente estima que esta alteração signifique «uma poupança de pelo menos um milhão de euros por ano». Para além de que estando no quadro serão profissionais «mais motivados».
A ULS quer também garantir que haja mais serviços com capacidade formativa reconhecida pela Ordem dos Médicos. Recentemente, foi alcançado esse objectivo para a Pediatria. Na prática significa que a ULS da Guarda pode receber médicos internos para prosse-guirem a sua formação na área de Pediatria já no início do próximo ano. Carlos Rodrigues adiantou que a ULS aguarda resposta oficial para a área de Anestesiologia e tudo indica que possa acontecer também para Cirurgia e Ortopedia. De acordo com o mapa divulgado pela Ordem dos Médicos, a ULS da Guarda tem ainda capacidade formativa para 2017 em Medicina Interna, Pneumologia, Psiquiatria, Saúde Pública, Medicina Geral e Familiar e Medicina Intensiva.
As vagas para receber internos são atribuídas aos serviços que reúnem condições para dar formação. A idoneidade formativa é atestada pelos colégios da Ordem dos Médicos. Todos os anos os serviços informam quantos médicos internos podem receber e a Ordem dos Médicos determina quantos podem estar nesses locais.
Carlos Rodrigues evidencia a mais valia de receber médicos internos em formação para conseguir fixar médicos. Os serviços de Cardiologia e Ortopedia continua a ser aqueles que inspiram maiores preocupações por falta de médicos. «Só conseguimos ter capacidade no dia-a-dia com o apoio de Coimbra», sustenta o dirigente.

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