ULS da Guarda tem duas vagas para contratar médicos de família no regime excepcional

Na Unidade Local de Saúde (ULS) da Gua-rda há 9.423 utentes sem médico de família atribuído, o que corresponde a mais de seis por cento do total de inscritos. O Ministério da Saúde lançou na semana passada um concurso de recruta-mento simplificado para agilizar a contra-tação de clínicos, mas à ULS da Guarda só foram atribuídas duas vagas. Uma para Seia e outra para Figueira de Castelo Rodrigo.

Ministério da Saúde divulgou na semana passada a lista das unidades de saúde consideradas carenciadas na especialidade de medicina geral e familiar tendo em vista a abertura de um concurso de recrutamento simplificado. A Unidade Local de Saúde da Guarda é contemplada com duas vagas, uma para a Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Figueira de Castelo Rodrigo e outra para a Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Seia. A lista tem um total de 108 vagas para unidades de saúde de todo o país. O objectivo deste regime, previsto num decreto-lei de Junho, é contratar médicos de uma forma mais «ágil e eficiente»
Já em Junho tinha sido aberto um concurso com características semelhantes, mas nessa altura foram atribuídas cinco vagas para médicos de família à ULS da Guarda. O Ministério da Saúde lançou o concurso com carácter urgente para a contratação de 338 médicos de clinica geral e familiar. Nessa altura, a ULS da Guarda conseguiu preencher as cinco vagas. Os médicos foram distribuídos pela Guarda, (um para o Centro de Saúde e outro para a Unidade de Saúde Familiar “A Ribeirinha”) e pelos centros de Saúde de Seia, Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel.
Estes procedimentos enquadram-se num regime transitório «com vista a agilizar o recrutamento de médicos recém-especialistas que não sejam titulares de uma relação jurídica de emprego por tempo determinado». Este regime especial e transitório irá vigorar por três anos e pretende acelerar o processo de recrutamento de médicos, através da dispensa de entrevista profissional de selecção. O Ministério da Saúde entende o procedimento como necessário para «garantir a atribuição de médico de família a todos os portugueses» e dar resposta à escassez dos profissionais nas zonas menos atractivas, para especialidades com maiores carências.

Número de utentes sem médico aumentou desde o início do ano
De acordo com os dados de Outubro, publicados no site do Serviço Nacional de Saúde, a ULS da Guarda tem 9.423 utentes sem médico de família atribuído. Este valor corresponde a 6,2 por cento do total de inscritos (152.754). Só para 1.474 utentes é que não ter médico de família é uma opção. Numa análise aos dados do início do ano constata-se que houve um ligeiro aumento de utentes sem médico. Em Janeiro havia 9.100 utentes sem médico, o que correspondia a seis por cento do total de inscritos (152.281). O número de utentes que não tinha médico por opção também era inferior, eram 1.322. As maiores dificuldades têm-se feito sentir na Guarda, Seia, Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel.

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