Unidade de Saúde da Guarda abre processo para apurar responsabilidades em morte de bebé no hospital

O Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda anunciou hoje que foi aberto um processo de averiguações para apuramento de responsabilidades na morte de um bebé por alegada falta de assistência.
«Após ter conhecimento desta situação, o CA comunicou à tutela e aguarda-se que vá iniciar-se amanhã [Sábado] mesmo um inquérito com três especialistas de obstetrícia e uma jurista externos, da parte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, exactamente para haver uma isenção em todo este processo», afirmou hoje aos jornalistas o presidente do CA da ULS da Guarda, Carlos Rodrigues.
O responsável explicou que a investigação a realizar será «para apuramento dos factos e de eventuais responsabilidades e de todo o conhecimento desta situação, que precisa de ser observada por alguém externo da instituição».
Segundo o Jornal de Notícias, «uma mulher em final de gestação perdeu a bebé, depois de ter estado à espera uma hora e meia para ser vista por um obstetra, que se encontrava no hospital». O caso aconteceu na Quinta-feira e, segundo a família, a parturiente «esteve à espera do médico mais de hora e meia, apesar de estar com perdas de sangue». Quando o obstetra «decidiu finalmente responder à emergência, não havia nada a fazer pela criança», relata.
O diário adianta que Cláudia Costa, de 39 anos, tinha o parto por cesariana agendado para o dia 27, mas deslocou-se na quinta-feira ao serviço de obstetrícia do hospital da Guarda «com perdas de sangue». «O CA da ULS da Guarda confirma que deu entrada, ontem [Quinta-feira], às 09:30, uma senhora de 39 anos, na urgência de obstetrícia, e que manifestava perdas de sangue pouco significativas tendo de imediato sido registada às 09:34. Feita a ecografia fetal confirmou a morte do feto. A mãe foi encaminhada para o bloco operatório e submetida a uma cesariana», explicou hoje Carlos Rodrigues.
O presidente do CA da ULS/Guarda disse que estavam ao serviço dois obstetras e que o alegado atraso de um dos especialistas de serviço «é uma matéria» que fica«para ser analisada pelos inquiridores que foram nomeados». Em sua opinião, «é prematuro dizer o que quer que seja» sobre o assunto, alegando que vai ser objecto de investigação. «Esse atraso [do obstetra], ou não, é algo que vai ser objecto da investigação dos inquiridores», assumiu.
Carlos Rodrigues disse que é preciso «apurar primeiro responsabilidades» e esclarecer todo o processo, considerando que «nesta altura é prematuro qualquer juízo de valor sobre a matéria». Disse ainda que logo após o registo da ocorrência o CA solicitou de imediato esclarecimentos ao director do Departamento de Saúde da Criança e da Mulher e à directora do Departamento de Saúde, que elaboraram um relatório preliminar que deu origem ao inquérito que vai ser realizado.

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