USG assinalou na Guarda o 46º aniversário do 1º de Maio com críticas às multinacionais que recorrem ao “Lay-off”

A União de Sindicatos da Guarda (USG) realizou esta manhã na Alameda de Santo André, na Guarda, uma acção no âmbito das comemorações do 46º Aniversário do 1º de Maio. Na concentração, que teve início cerca das 11 horas, participaram apenas dirigentes e delegados, sendo respeitadas as regras das autoridades de Saúde. À tarde, em Seia, a USG efectuou idêntica acção comemorativa.
«Defender a saúde e os direitos dos trabalhadores, garantir o emprego, salários e serviços públicos» foi o lema do 1º de Maio da Confederação Geral de Trabalhadores, que integra a USG. «Assinalar o 1º de Maio é um direito e um dever», afirmou, na Guarda, José Pedro Branquinho, coordenador da USG, que não deixou de criticar a UGT por festejar a data na Internet sentadinha no “sofá” ».
«Estamos na rua por direito e por dever para com aqueles que representamos e que enfrentam brutal ofensiva. Temos hoje cerca de três mil trabalhadores diários a aceder aos centros de emprego. Temos hoje milhares de trabalhadores em “lay-off”», afirmou ainda o sindicalista. E deu o exemplo de que, «só na Guarda, 900 empresas já pediram “lay-off”, sendo que a maioria delas com necessidades mas outras sem necessidade». Para José Pedro Branquinho, «as primeiras a chegar ao “lay-off” foram as multinacionais e isso não é aceitável porque têm que ter capital suficiente para aguentar os dias e não, logo à primeira dificuldade, ir “beber” à Segurança Social». «Exigimos a proibição dos despedimentos e reversão dos que já aconteceram nos últimos meses», sustentou o coordenador da USG, lamentando que «só estão proibidos os despedimentos nas empresas que pediram apoios». «O último exemplo na Guarda é uma empresa têxtil, a Iuris, com cerca de 26 trabalhadoras, que, ontem mesmo, aceitaram o despedimento colectivo», denunciou o sindicalista, que defende que «este é um momento excepcional que merecia também uma excepcionalidade na questão dos despedimentos».

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