Vamos recomeçando…

O primeiro sinal da descompressão (chamemos isso ao desconfinamento) é a chegada da edição em papel deste jornal, à caixa do correio, após semanas de ausência.

São pequenos nadas, como a simples chegada de um jornal e a que só damos importância quando nos deparamos com a sua falta, que nos lembram quão importante é ter uma ligação à nossa região.

Um jornal regional é mais que um conjunto de folhas onde lemos notícias! No fundo é como um cordão umbilical que nos alimenta quando estamos longe da terra das nossas raízes.

Parece mentira, mas a dimensão das notícias torna-se maior consoante o nosso grau de proximidade à notícia de que se fala.

Por esse motivo, cada vez que na TV se fala da Guarda, o nosso grau de atenção parece redobrar e todos os sentidos se apuram para ouvir o que lá vem, até porque, esperamos sempre que a peça jornalística não seja pelas melhores razões!

Uma confirmação verificada, infelizmente, quando os écrans nos mostram a turbulência vivida na Unidade Local de Saúde da Guarda em torno da demissão da Comissão Covid19 que tinha dado uma boa resposta ao que se lhe pedia nestes tempos de pandemia.

Nas entrelinhas adivinha-se já a luta política pela sucessão na cadeira maior da instituição… isto quando os motores aquecem para as eleições autárquicas do próximo ano e começam a dar as primeiras dores de cabeça a Concelhias e Distritais.

Se o vírus deixar, notícias não faltarão nos próximos meses sobre estas voltas e reviravoltas políticas que, para além da problemática eleitoral, ainda terão que lidar com a preocupação de atrair riqueza à região.

Para já, neste momento de arranque da economia há que garantir que é chegado o tempo de considerar a Serra da Estrela e todo este interior de Portugal como um destino turístico de excelência.

É aí que, nos próximos meses, a classe política distrital se deve concentrar, jogando forte nos corredores do poder central de modo a conseguir evitar perdas como a anunciada pela CP no corte do número de ligações dos comboios Intercidades entre a Guarda e Lisboa.

É que como eles sabem, decididamente, os senhores dos gabinetes em Lisboa não gostam de nós!

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