Vereador do PS considera que a FIT foi «o pior investimento» que o actual executivo municipal da Guarda tem feito

O vereador do PS na Câmara da Guarda, Joaquim Carreira, considera que a Feira Ibérica de Turismo (FIT) é, «porventura, o pior investimento que este executivo tem feito ao longo do seu mandato porque cria dinâmica mas é uma dinâmica que dura os dias» do certame. «Não vemos retorno do dinheiro investido ao longo destes três anos», acrescentou o socialista aos jornalistas no final da reunião da última reunião do executivo.
Confrontado com esta declaração, o presidente da autarquia, o social-democrata Álvaro Amaro, mostrou-se surpreendido, dado que, justificou, não tinha ouvido o vereador do PS pronuciar-se, no decorrer da reunião, sobre o assunto e muito menos tecer aquelas críticas. «Espero que essa palavras estejam gravadas. Talvez eu as possa usar na campanha que se avizinha», disse o autarca, que considera «um absurdo» afirmar que a FIT é «o pior investimento». «Pior inves-timento? Nada como per-guntar às mil pessoas que visitaram a feira, à economia, aos guardenses», sustenta Álvaro Amaro, que adiantando que a autarquia obteve «mais de 50 mil euros» de receceita proveniente das entradas e do aluguer de espaços. O autarca lembrou que a FIT contou com o apoio do Turismo de Portugal e da Comissão de Coordenação da Região Centro. Tendo em conta os apoios e as receitas obtidas, Álvaro Amaro disse que «os custos para o município de uma feira daquela dimensão não chegarão aos 60 mil euros». A edição do certame deste ano esteve orçada em aproximadamente 400 mil euros. O autarca continua a defender que o certame «tem que ter uma dimensão estratégica para o país», devendo «o Turismo de Portugal dedicar-se a esta marca».
A quarta edição da FIT, que decorreu no Parque Urbano do Rio Diz entre 28 de Abril e 1 de Maio, teve como convidado especial na abertura o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Cabo Verde foi o país convidado e a Extremadura espanhola surgiu como destaque. Ao todo foram 130 stands, ocupando uma área coberta de cerca de 9.000 metros quadrados
Promover o sector do turismo ibérico, fomentar o intercâmbio transfronteiriço, estimular o relacionamento comercial e o progresso dos vários sectores e segmentos da economia e o desenvolvimento dos territórios foram os objetivos do certame que teve por lema “Uma feira. Dois países. O mundo”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

O website do Terras da Beira utiliza cookies para melhorar e personalizar a sua experiência de navegação. Ao continuar a navegar está a consentir a utilização de cookies Mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close