Victor Amaral é o novo vice-presidente da Câmara da Guarda

O presidente da Câmara da Guarda, Carlos Monteiro, já redistribuiu os pelouros pelos vereadores eleitos na lista do PSD, sendo de destacar a escolha de Victor Amaral para vice-presidente, cargo que até há poucas semanas era ocupado por Sérgio Costa, a quem foi retirada a confiança política.
Para além de passar a exercer a vice-presidência, Victor Amaral, que tinha sido eleito em quinto lugar na lista social-democrata, mantém os pelouros da área da Cultura e do Turismo. Lucília Monteiro é que passa a ter mais competências, mantendo os pelouros da Educação, Juventude, Intervenção Social e Saúde, ficando a partir de agora também com a responsabilidade da área da conservação de equipamentos e edifícios municipais, áreas que antes estavam afectas a Sérgio Costa.
Por último, a vereadora Cecília Amaro também fica com algumas das responsabilidades que tinha o ex-vice-presidente, como sejam a gestão de jardins e espaços verdes, conservação de cemitérios, feiras e mercados. Fica ainda com as áreas do serviço florestal e desenvolvimento rural, assim como a modernização administrativa, toponímia, a informática, o desenvolvimento estratégico e o apoio ao investimento.
O presidente do município fica com novas responsabilidades em áreas como o planeamento e gestão urbanística, vistoria e fiscalização, vias e segurança rodoviária, entre outras.
Carlos Chaves Monteiro disse aos jornalistas que escolheu Victor Amaral para vice-presidente por reconhecer que tem a «idoneidade», o «conhecimento» e a «experiência» para cumprir as funções que lhe são atribuídas de «forma responsável e cabal». Referiu que Victor Amaral, que tal como ele, também está no executivo desde 2013, quando o social-democrata Álvaro Amaro, actual eurodeputado, conquistou a autarquia para o PSD, será «um bom vice-presidente» e um «homem de confiança» para ser o seu «braço direito».
Num comentário, por escrito, a vereadora socialista Cristina Correia refere que, perante a distribuição de pelouros, Carlos Chaves Monteiro passa a ser não só um presidente mas «um super-presidente». «Não só consegue manter grande parte dos pelouros que já tinha anteriormente, como, também, acumula um conjunto de novas competências que nos parecem completamente desproporcionais», acrescenta a eleito pelo PS.
Em declarações ao TB, Sérgio Costa afirmou que nada tinha a referir em relação à redistribuição de pelouros, justificando que é «uma matéria legal da exclusiva responsabilidade de quem poderes legais para o efeito».
O presidente da Câmara espera que da parte de Sérgio Costa, que passou a não ter qualquer pelouro, «haja cooperação, colaboração» e não «aquilo» que designou de «“governo sombra». «Jogar na antecipação, na contemporaneidade, isso são circunstâncias que não valorizo em política», acrescentou. «Espero que seja leal aos princípios, fiel às orientações daquilo que o PSD defende, neste caso concreto, que possamos em articulação com aquilo que sãos os princípios, não só de defesa da comunidade, mas também de respeito por aquilo que é a nossa forma de fazer política», disse ainda o autarca.
Instado a comentar estas declarações, Sérgio Costa disse ao TB que «fica entristecido» com o que Carlos Chaves Monteiro afirmou, recordando que desde 2013, quando foram convidados por Álvaro Amaro para abraçar «um projecto estimulante», as «saudáveis divergências e pensamentos diferentes sempre foram superados de forma democrática».
«Aquilo que aconteceu no passado dia 10 de Março [quando lhe foram retirados os pelouros e o cargo de vice-presidente] foi um saneamento político à minha pessoa feito pelo senhor presidente da Câmara de uma forma unilateral», referiu Sérgio Costa, salientando que esse «saneamento é próprio de 1975 e que irá para os anais da história democrática aquilo que aconteceu». «Foi convocada uma reunião para qual não fui convidado, não tendo podido fazer a minha defesa e tendo recebido a seguir um email para abandonar o gabinete», refere ainda o vereador Sérgio Costa..
Na reunião de hoje, a autarquia deliberou ainda, entre outros pontos, atribuir a verba de 292 mil euros a associações culturais e desportivas do concelho, 45 mil euros aos bombeiros voluntários da Guarda, 13.500 euros à corporação de Gonçalo e 9.500 euros à associação humanitária de Famalicão da Serra.
Segundo Carlos Chaves Monteiro foi ainda decidido atribuir 15 mil euros às três equipas de sapadores do concelho (Guarda, Fernão Joanes e Valhelhas) e uma verba de 35 mil euros ao NDS – Núcleo Desportivo e Social, para obras na sua sede e para apoio às respostas sociais que desenvolve.

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