Yolanda Herranz na Galeria de Arte AADE

Por que não levar o Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC) até Pinhel? Foi este o mote, lançado pelo escultor Inácio Correia, que levou Joana Saraiva a lançar o desafio ao Museu Regional da Guarda, que aceitou quase de imediato deslocar uma das exposições do SIAC para aquela cidade. Concretamente “En Cuerpo y Alma”, de Yolanda Herranz, que pode ser visitada até final do mês naquela que é única galeria de arte particular do distrito da Guarda.
«Eles imediatamente se mostraram prontos e até bastante agradados pelo facto de haver um espaço para divulgar a arte, porque a Galeria de Arte AADE é precisamente um espaço para divulgar a arte contemporânea aqui no Interior do país, e foi através de um contacto e de uma parceria oral que foi possível», resume a curadora de arte e artista plástica, conhecida por Juma, a viver há vários anos em Pinhel.
Poderia ter sido uma das artistas convidadas do SIAC, a decorrer na Guarda até dia 18 do corrente, mas Joana Saraiva preferiu a segunda hipótese, ou seja, receber na sua galeria de arte uma exposição integrada no evento, que considera «extrema-mente interessante». «Tinha todo o gosto» em participar no SIAC enquanto artista plástica.
«Havia a possibilidade um artista estrangeiro expôr na galeria de arte ou então eu, enquanto Juma, participar no SIAC, eu é que optei por trazer um artista a Pinhel, também para dinamizarmos a própria cidade e as pessoas daqui puderem respirar outro tipo de arte, uma vez que já conheciam a minha, mas havia neste SIAC a possibilidade de eu expor enquanto Juma», revela.
E deixa essa possibilidade em aberto: «Tenho todo o gosto no SIAC do próximo ano, ou quando se proporcionar, enquanto Juma, de expor outras obras».
Esta parceria com o Museu Regional da Guarda, no âmbito do Simpósio Internacional, com a exposição de Yolanda Herranz, poderá significar outras colabora-ções no futuro. «Espero que sim e acredito que sim», diz Joana Saraiva. Isto porque «quando abri a Galeria de Arte AADE há quatro anos um dos objectivos era precisamente, com a evolução do tempo, fazer parcerias com o Museu da Guarda, com as Galerias de Arte de Miguel Bombarda, do Porto, por exemplo, para conseguir trazer a arte contemporânea até Pinhel, até ao interior do país. Foi esse o grande objectivo. E com o Museu da Guarda é possível agora e acho que as pessoas que moram aqui no Interior também têm direito a respirar a arte».
Um objectivo que ainda não conseguiu concretizar. «Nestes quatro anos todas as exposições foram feitas de uma forma independente, com o contacto com os artistas, sempre, e já tivemos artistas internacionais, por exemplo o Rouslam Botiev, que é da Mongólia, vários artistas espanhóis, um artista do Brasil, outro do Dubai. Resumindo, já tivemos vários artistas em Pinhel aqui na galeria», concretiza Joana Saraiva.
«Mas também artistas portu-gueses porque a intenção também é essa, não é só trazer artistas do estrangeiro», ressalva, repetindo que «até agora foram todos contactos individuais e independentes da galeria de arte».
Os artistas locais não têm sido esquecidos. «Outro objectivo da galeria também é esse, ou seja, não só as pessoas do interior puderem respirar a arte contemporânea internacional e nacional, mas também os artistas que nós temos aqui no distrito puderem divulgar os seus trabalhos», afirma Joana Saraiva, destacando que nos quase quatros anos de existência a galeria, que abriu as portas em Dezembro de 2013, já expôs trabalhos de «bastantes» artistas locais.
E em termos de visitantes pinhelenses? Joana Saraiva responde que tem havido «uma evolução enorme». «No início as pessoas não estavam habituadas. Uma galeria de arte não é obrigatoriamente um espaço para comercializar arte, e é muito normal, foi a primeira galeria de arte que abriu, as pessoas – falo no geral – não sabiam se podiam só visitar, se tinham que comprar, mas agora de facto nos últimos anos já há muita, muita, muita adesão. Na última exposição, de Cristina Maya Caetano, houve mais de cem pessoas ao longo de mês e meio, sem dúvida nenhuma», diz Joana Saraiva.

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